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Desigualdade regional: Governo do Ceará desconcentra investimentos públicos nos últimos três anos
Qua, 07 de Março de 2018 11:48

O Ceará desconcentrou a aplicação dos recursos públicos nos últimos três anos. Isso significa que o interior do Estado recebeu, proporcionalmente, mais investimentos que a Região Metropolitana de Fortaleza. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Essa desconcentração foi demonstrada pelo Índice de Concentração Regional dos Investimentos Públicos no Ceará (ICI), que considera o valor empenhado dos investimentos e a população da Grande Fortaleza e do Interior. Em 2017, o valor per capita dos investimentos públicos realizados pelo Governo do Ceará na Grande Fortaleza foi de R$ 251,79 por habitante, enquanto que no Interior correspondeu a R$ 268,93 por habitante.

De acordo com o titular da Diretoria de Estudos de Gestão Pública do Ipece, Cláudio André Nogueira, o resultado é um indicativo da redução das disparidades entre o Interior e a Capital. “Existe uma desigualdade muito grande entre a Grande Fortaleza e o Interior e isso provoca uma diferença de qualidade de vida entre as regiões. Então, é um grande desafio do Estado reduzir as diferenças regionais, desconcentrar riqueza”.

Para o economista e coordenador da plataforma Ceará 2050, Cláudio Ferreira Lima, essa é uma mudança historicamente importante para a redução da “macrocefalia de Fortaleza e de sua Região Metropolitana”. ” No século XX, Fortaleza começa a concentrar tanto a riqueza como a população e, se a gente analisar os planos de governo desde Virgílio Távora, nos anos 1960, vamos ver que todos tinham a redução das desigualdades regionais como meta. Agora, nos últimos anos, começa a ter uma virada e isso é um caminho fundamental para buscar um equilíbrio maior entre as regiões. Não é algo que se corrija de uma hora para outra, mas já vemos que a população do Interior está com mais estrutura de saúde, educação, mobilidade, recursos hídricos e a ideia é manter isso nos próximos anos”, afirmou.

Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Cesar Ribeiro, destaca que o Ceará vem melhorando a infraestrutura logística, ampliando os investimentos em educação e isso tem sido fundamental para a atração de negócios e empresas para o Interior. “Na SDE, também temos o desafio de levar os investimentos para os municípios do interior do Estado, seja através dos programas de incentivos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), por meio da atração de investimentos privados que geram renda e emprego nas diferentes regiões cearenses, como também através de diversos projetos do Governo voltados para o desenvolvimento econômico”.

quadro-concentração-regional

Em 2013, o ICI foi de 1,5446; em 2014 passou para 1,2251 e a partir de 2015 apresentou as seguintes variações: 0,9327 (2015); 0,9344 (2016) e 0,9363 (2017).

O diretor do Ipece explica que o índice, criado na revisão do Plano Plurianual (PPA) em 2017, mostra a concentração de investimentos em relação à população. “Se for menor que 1, significa que os investimentos foram menos concentrados na Região Metropolitano de Fortalezae, se for maior que 1, mostra que o Estado está direcionando mais investimentos para a RMF que o tamanho da sua população”.

Wania Caldas - Gestora de Conteúdo Governo do Ceará

O Ceará desconcentrou a aplicação dos recursos públicos nos últimos três anos. Isso significa que o interior do Estado recebeu, proporcionalmente, mais investimentos que a Região Metropolitana de Fortaleza. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Essa desconcentração foi demonstrada pelo Índice de Concentração Regional dos Investimentos Públicos no Ceará (ICI), que considera o valor empenhado dos investimentos e a população da Grande Fortaleza e do Interior. Em 2017, o valor per capita dos investimentos públicos realizados pelo Governo do Ceará na Grande Fortaleza foi de R$ 251,79 por habitante, enquanto que no Interior correspondeu a R$ 268,93 por habitante.

De acordo com o titular da Diretoria de Estudos de Gestão Pública do Ipece, Cláudio André Nogueira, o resultado é um indicativo da redução das disparidades entre o Interior e a Capital. “Existe uma desigualdade muito grande entre a Grande Fortaleza e o Interior e isso provoca uma diferença de qualidade de vida entre as regiões. Então, é um grande desafio do Estado reduzir as diferenças regionais, desconcentrar riqueza”.

Para o economista e coordenador da plataforma Ceará 2050, Cláudio Ferreira Lima, essa é uma mudança historicamente importante para a redução da “macrocefalia de Fortaleza e de sua Região Metropolitana”. ” No século XX, Fortaleza começa a concentrar tanto a riqueza como a população e, se a gente analisar os planos de governo desde Virgílio Távora, nos anos 1960, vamos ver que todos tinham a redução das desigualdades regionais como meta. Agora, nos últimos anos, começa a ter uma virada e isso é um caminho fundamental para buscar um equilíbrio maior entre as regiões. Não é algo que se corrija de uma hora para outra, mas já vemos que a população do Interior está com mais estrutura de saúde, educação, mobilidade, recursos hídricos e a ideia é manter isso nos próximos anos”, afirmou.

Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Cesar Ribeiro, destaca que o Ceará vem melhorando a infraestrutura logística, ampliando os investimentos em educação e isso tem sido fundamental para a atração de negócios e empresas para o Interior. “Na SDE, também temos o desafio de levar os investimentos para os municípios do interior do Estado, seja através dos programas de incentivos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), por meio da atração de investimentos privados que geram renda e emprego nas diferentes regiões cearenses, como também através de diversos projetos do Governo voltados para o desenvolvimento econômico”.

O índice

Em 2013, o ICI foi de 1,5446; em 2014 passou para 1,2251 e a partir de 2015 apresentou as seguintes variações: 0,9327 (2015); 0,9344 (2016) e 0,9363 (2017).

O diretor do Ipece explica que o índice, criado na revisão do Plano Plurianual (PPA) em 2017, mostra a concentração de investimentos em relação à população. “Se for menor que 1, significa que os investimentos foram menos concentrados na Região Metropolitano de Fortalezae, se for maior que 1, mostra que o Estado está direcionando mais investimentos para a RMF que o tamanho da sua população”.

 

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