Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)

 
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) tem como objetivo viabilizar a operação de atividades portuárias e industriais integradas, imprescindíveis ao desenvolvimento de um complexo com características de Porto Industrial. Constituído de dois píers marítimos (um para insumos e produtos siderúrgicos e carga geral e outro para granéis líquidos, em especial óleo cru e derivados de petróleo), iniciou as operações comerciais em novembro de 2001 e foi inaugurado em março de 2002.
 
Por ser um terminal “off shore”, os píers de atracação estão protegidos da ação das ondas e correntes por um quebra-mar de berma, na forma de “L”, com 1.768 metros de extensão. Os dois píers são ligados ao continente por uma ponte rodoviária, que interliga o Pátio de Armazenagem às instalações de atracação de navios.
 
O Complexo opera movimentando matérias-primas siderúrgicas, produtos siderúrgicos acabados, fertilizantes e cereais em granel, contêineres e granéis líquidos e gasosos.
 
A movimentação de mercadorias através do porto do Pecém registrou novo recorde nos doze meses de 2014, com 8,2 milhões de toneladas (t) contra 6,3 milhões transportadas em 2013, o que representa uma variação positiva de 31%.
 
475 navios operaram no terminal portuário de São Gonçalo do Amarante durante esse período, com destaque para os granéis sólidos, que registraram incremento de 87%, movimentando 3,5 milhões de t. As exportações cresceram 13%, enquanto as importações contribuíram com elevação de 36%.
 
Nos últimos seis anos, de 2009 a 2014, o crescimento na movimentação de mercadorias pelo Pecém foi constante, saindo de dois milhões em 2009 para 8,2 milhões no ano passado.
 
Na movimentação de longo curso os principais produtos exportados foram os combustíveis minerais, os minérios e as frutas, enquanto nas importações os destaques ficaram com os combustíveis minerais, os produtos siderúrgicos e os clinkers (cimentos não pulverizados).
 
Na cabotagem, os destaques foram combustíveis minerais, clínkers e máquinas e materiais elétricos nas exportações, combustíveis minerais, produtos siderúrgicos e cereais nas importações.
 
As frutas que registraram maior movimentação foram o melão (92 mil t), manga (35 mil), melancia (16) e castanha de caju, com dez mil toneladas exportadas, com origem no Rio Grande do Norte (48%), Ceará (30), Bahia (12) e Pernambuco com oito por cento. Os principais destinos foram a Holanda, Grã Bretanha, Estados Unidos e Espanha.
 
No ranking de todos os portos brasileiros, segundo a Secex – Secretaria do Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, o porto cearense lidera a importação de clínkers, com participação de 35%, seguido pelos portos de Barcarena, Mucuripe, São Luiz e Suape. Nas importações de produtos siderúrgicos a liderança é do porto de São Francisco do Sul, seguindo-se os portos do Pecém, Santos e Itajaí.
 
Nas exportações de frutas a liderança fica com o porto de Parnamirim, com participação de 27%, seguido pelo Pecém com 26, Santos com 15 e Salvador com 13%. O Pecém é terceiro colocado nas exportações de calçados, com o porto de Santos na liderança e o do Rio Grande em segundo.
 

Ampliação do Porto do Pecém

 
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) autorizou, neste mês de dezembro de 2013, o começo das obras de ampliação Terminal de Múltiplo Uso (TMUT) do Porto do Pecém. O consórcio Marquise/QG/Ivaí formado pelas empresas Construtora Marquise, Queiroz Galvão e Ivaí Engenharia de Obras, realizará as obras pelo valor de R$ 568,7 milhões, com previsão de término em 30 meses.
 
Os serviços da segunda etapa da expansão do terminal portuário incluem uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros de extensão, pavimentação de 1.065 metros sobre o quebra-mar; a ampliação do quebra- mar em cerca de 90 metros; o alargamento em cerca de 33 metros da ponte; a construção de 600 metros de cais com dois berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres. Estes últimos equipamentos serão voltados para operação com carga geral e produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), da refinaria Premium II da Petrobras e da ferrovia Transnordestina; está previsto também a ampliação do pátio da retro-área de aproximadamente 69.000 metros quadrados.
 
Os dois berços de atracação serão voltados para a exportação de placas da siderúrgica, enquanto a Ferrovia Transnordestina utilizará provisoriamente o Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), cuja primeira etapa já foi inaugurada, até ter o seu próprio terminal. O secretário Adail Fontenele, define como fundamentais os investimentos no terminal portuário para fomentar a captação de empreendimentos de grande porte para o Estado, os quais resultarão em impactos positivos na economia estadual.
 

Construção do Terminal de Múltiplo Uso (TMUT)

O TMUT é fundamental para a viabilização da Companhia Siderúrgica do Pecém, pois liberará o Píer 1 para operar exclusivamente com importação de matéria-prima e exportação de chapas de aço da siderúrgica. De 2006 a 2011, estima-se um crescimento de 150% na movimentação de cargas para o Terminal, que terá a capacidade de movimentação de contêineres ampliada dos atuais 250 mil TEU/ano para 760 mil TEU/ano. Com 18 metros de profundidade, 760 metros de comprimento e 115 metros de largura, o novo Terminal terá dois berços com capacidade de atendimento de modernos navios cargueiros de grande calado.
 

Construção de Terminal de Gás Natural (TGAN)

O TGAN é essencial para atender com segurança e eficiência as operações de regaseificação do Pecém, assegurando o suprimento de gás natural no Ceará e área de influência, destinado às termoelétricas, indústrias e uso veicular. Sua capacidade de movimentação será de sete milhões de m³/dia de gás natural comprimido. Terá dois berços de atracação opostos, com 420 metros de comprimento cada.
 

Ampliação das Tomadas Frigoríficas

O objetivo é melhorar o atendimento aos exportadores e consolidar a posição de principal porto do Brasil no escoamento de frutas e pescados. Para isso, as 624 tomadas frigoríficas existentes serão acrescidas de mais 264 novas tomadas.
 

Expansão do Molhe

A expansão visa à proteção das embarcações que utilizarão o Terminal de Múltiplo Uso e o Terminal de Gás Natural.
 

Construção de Correia Transportadora

O equipamento cria as condições operacionais adequadas ao transporte de matérias-primas destinadas à Usina Siderúrgica do Pecém, por meio de processos seguros, rápidos e de menos custo. Ao longo de 8,4 quilômetros de extensão e com capacidade para transportar até 1.250 ton/h, a correia fará a ligação entre o navio cargueiro e o pátio de estocagem da siderúrgica.
 

Aquisição de Scanner de Contêineres

O equipamento possibilita agilizar o processo de inspeção, evitando o atraso de embarques e possibilitando maior eficiência e segurança das operações, atendendo aos mais recentes padrões internacionais. A inspeção não-invasiva de cargas será feita por aparelhos de raios X ou raios gama.
 

Construção de Terminal Intermodal de Cargas

A área reservada para a obra é de 323 hectares e está localizada a cerca de 5 quilômetros do Terminal Portuário. As instalações serão destinadas a atividades portuárias complementares, como armazenamento de contêineres vazios e granéis, centros de distribuição, zonas de apoio logístico e outras. No local, serão realizadas operações de integração ao transporte rodoferroviário.
 

Construção de Bloco de Utilidades

A obra visa ao atendimento a todos os usuários do Terminal Portuário, reunindo salas de escritórios, área de alimentação, agência bancária, agência de Correios, cartório, auditório e outros serviços. O bloco foi planejado para atender as demandas produzidas pela crescente movimentação de cargas.