Ceni avança em metas de impacto social e projeta captação de recursos para projetos cearenses

30 de janeiro de 2026 - 08:07 # # #

Texto e Fotos: Ascom SDE

Em sua 5ª Reunião Ordinária na sede da SDE, o comitê detalhou entregas dos eixos estratégicos, fortaleceu a Coalizão por Inclusão Produtiva e confirmou o Ceará como sede do 3º Fórum Nordeste de Economia Circular.

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) realizou, nesta quarta-feira (28), a 5ª Reunião do Comitê Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto (Ceni). Ocorrido na sede do órgão, o encontro, que foi mediado pelo presidente do Ceni e secretário executivo de Gestão e Planejamento da SDE, Rennys Frota, marcou um momento de entregas objetivas e alinhamento estratégico entre os diversos atores que compõem o ecossistema de impacto social no estado.

A pauta teve início com temas fundamentais para a estrutura do comitê, incluindo a revisão do Regimento Interno do CENI, visando otimizar processos deliberativos. Rennys Frota enfatizou a necessidade de pragmatismo: “Nesta nossa reunião, prezamos para que tenhamos uma entrega objetiva. Que sejamos ágeis e aceitemos o aprendizado constante. Tenho a certeza de que vamos desdobrar essa oportunidade em uma série de respostas concretas”, afirmou o presidente, agradecendo o empenho das instituições em nome do governador Elmano de Freitas e do secretário da SDE, Domingos Filho.

Um dos grandes destaques da reunião foi a apresentação sobre o 3º Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC CEARÁ 2026), realizada de forma virtual por Liu Berman, representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento está confirmado para os dias 25, 26 e 27 de março de 2026.

Berman reconheceu o protagonismo cearense no setor: “O Ceará já tem uma política estruturada e um amadurecimento perceptível, com lei, decreto, plano e entregas pactuadas. O fórum nasce para funcionar como uma ferramenta a serviço da política pública e da economia de impacto no Estado”, pontuou. Ela destacou que o FNEC agora integra o Plano Nacional de Economia Circular do MDIC e colabora com o Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda, consolidando-se como um “laboratório vivo” para o Nordeste.

Detalhamento dos seis eixos estratégicos

Um dos pontos centrais da pauta foi a apresentação do progresso do Plano de Ação do Ceará Edimpacto. Na ocasião, cada eixo temático teve seus aspectos detalhados por seus respectivos co-líderes, que apresentaram as metas e pautas específicas contidas no planejamento estratégico do Comitê:

Eixo 1 (Ampliação da Oferta de Capital): Focado em mecanismos de fomento e crédito para negócios de impacto.
Eixo 2 (Aumento do Número de Negócios de Impacto): Voltado para a inclusão produtiva e suporte ao empreendedorismo social.
Eixo 3 (Fortalecimento das Organizações Intermediárias): Visando robustecer as entidades que apoiam o ecossistema.
Eixo 4 (Ambiente Institucional e Normativo): Tratando de políticas públicas e marcos legais, como o fortalecimento do próprio CENI e editais como o InovaImpacto (Funcap).
Eixo 5 (Promoção e articulação Interfederativa com municípios e outros estados): Territorializar a política de economia de impacto no Ceará, articulando estado, municípios e consórcios regionais, com diretrizes normativas padronizadas, integração de dados e mecanismos de escala para os negócios de impacto.
Eixo 6 (Fomento e Disseminação de Estudos e Pesquisas sobre economia de impacto): Fomentar estudos e pesquisas sobre economia de impacto no Ceará, consolidando evidências para orientar políticas públicas, fortalecer a governança da Enimpacto e apoiar a tomada de decisão de governos, organizações e empreendedores.

Alianças pelo impacto positivo no Ceará

A fundadora e presidente da Somos Um, Ticiana Rolim apresentou a Coalizão pela Inclusão Produtiva, que mobiliza esforços para constituir uma aliança voltada à filantropia estratégica e colaborativa, visando à promoção da inclusão produtiva e ao combate à fome. “O intuito é combater a desigualdade e a insegurança alimentar através do empreendedorismo social. A iniciativa visa contemplar mulheres chefes de família/mãe solo, jovens em situação de vulnerabilidade, famílias em situação de insegurança alimentar, grupos periféricos organizados em coletivos e pequenos produtores rurais,” disse a gestora.

Um outro movimento, a Coalizão pelo Impacto, entra em uma nova fase este ano. É um momento em que estão sendo realizadas várias articulações para fortalecer a política pública e desenvolver a economia de Impacto no Ceará.

Presença institucional plena

A força do Ceni foi evidenciada pela presença maciça de representantes de todas as suas instituições membros: SDE, Sefaz, Jucec, Uece, Secitece, SET, Adece, Funcap, Sebrae, UFC, Fiec, Fecomércio, Faec, Alece, BNB, Associação Somos Um e Ice.

O próximo encontro ficou agendado para o dia 24 de março de 2026, véspera da abertura do Fórum de Economia Circular.